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#peloscavalos: o movimento em prol do esporte

Atualizado: 3 de ago. de 2022

Os esportes hípicos vêm passando por duras críticas e exposições de casos de maus tratos que chegam a colocar em cheque a participação das modalidades equestres nas futuras edições dos Jogos Olímpicos, maior evento esportivo do mundo, que resulta com que os três esportes hípicos participantes sejam os mais conhecidos ao redor do mundo: Salto, CCE e Adestramento.


Na última quarta-feira (06/07), começou a pipocar em diversos grupos de whatsapp uma mensagem sobre uma campanha independente para as redes sociais com uso da #peloscavalos, que um dia depois já contava com mais de 100 publicações no Instagram marcadas com a hashtag.


Idealizada pelo Diretor de Fomento da CBH, Alex Titan, e pelo equinoculturista Jorge Ichaso, o movimento vem para falar que "a comunidade hípica é duramente criticada (e corretamente) pelos erros de poucos (...) e precisamos mostrar, efetivamente, que isso realmente é uma exceção", como escrito no texto encaminhado.


“Todos os amantes do esporte sabem que os maus tratos são a exceção, não a regra. Porque se for a regra eu quero sair agora, e tenho certeza que muita gente vai sair. Para combater este movimento, queremos mostrar como cuidamos dos cavalos” - Alex Titan, Diretor de Fomento da CBH

Para falar sobre a importância de difundir esta ideia, nossa equipe, representada por João Markun, conversou com Titan em uma live no Instagram. Na conversa, Titan comentou sobre como o hipismo é vivido por uma parcela muito pequena da população, então a repercussão de um caso negativo para o esporte é muito grande.


"Sabemos que nosso sistema tem muitas falhas, mas acredito que podemos levar esse debate a público, com bons argumentos e usando imagens, que valem mais que mil palavras", comentou Titan.


Para combater essas falhas da melhor forma possível, a Federação Equestre Internacional (FEI) lançou um Guidebook, com 46 recomendações que devem ser seguidas na edição olímpica de Paris 2024 para o bem-estar dos cavalos. Dentre as recomendações estão as restrições mais rígidas do uso de chicote, a possibilidade dos cavaleiros de Adestramento montarem sem espora e a eliminação de cavalos com histórico médico que não seja compatível com um ótimo estado de saúde (como lesão óssea, ligamentar ou muscular), que deverá ser atestado por veterinários FEI.

A entidade também criou uma comissão para gerir essa crise no esporte e lidar da melhor forma possível com as críticas repercutidas.



Para quem vive o Hipismo, os cavalos são a grande estrela do esporte! Na foto, Flávia Mello comemora com Kalmia após a conquista do título de campeã brasileira Amador 2022 (foto: 2clac)


"A FEI está conduzindo um estudo pioneiro, que mexe no campo de questões sociológicas: de como as pessoas observam uma questão e como isso é aceito pela comunidade. Não queremos atrito com ativistas, pelo contrário, queremos chamar ele para dentro e mostrar o todo. O nosso dia a dia, o que é aceito e o que não é, o que é regra e o que está sendo regulamentado", afirmou Titan.


Para concluir a live, Titan comentou que "a questão dos maus tratos com certeza não está resolvida com uma hashtag, é um ponto inicial”


Clique aqui para assistir na íntegra a live João Markun e Alex Titan.


Fotos: por 2clac Texto: Isabella Campedelli


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