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Haras TOK: criação e reprodução por quem vive disso

O novo episódio do Clac Cast traz um bate-papo com Eduardo Onoe, veterinário, criador e um dos pioneiros na reprodução por transferência de embrião no Brasil. O Duda é proprietário do Haras TOK e nos contou um pouco dos aprendizados e valores que guiam seu trabalho nestes 30 anos de mercado. 


O Duda começou a montar no Hipismo Rural e, daí, foi surgindo o interesse pela criação de cavalos de esporte. Cursou veterinária e trabalhou em uma central de reprodução francesa, onde aprendeu a transferência de embrião não cirúrgica: na época, uma novidade que trouxe para o Brasil. Seguiu inovando e buscando se posicionar de forma definitiva no mercado: “fomos os primeiros a oferecer venda de sêmen com garantia de prenhez, depois garantia de potro vivo. Isso trouxe mais segurança para o comprador e alavancou o mercado. As pessoas não se preocupam em pagar, mas querem pagar pelo o que vão ter”, conta. 



“Hoje ter um bom papel é garantia de um bom preço, mas talvez daqui a uns anos, isso não seja mais assim. Acredito que será preciso ter realmente um bom cavalo” - Eduardo Onoe 


Sobre a filosofia de criação, Duda conta que o mercado pede muito do mesmo em questões genéticas. Isso é um ponto que traz muita reflexão e exige escolhas difíceis dos criadores. “Nem todas as éguas e garanhões precisam das mesmas coisas. A diversidade é algo importante na evolução do cavalo de esporte, mas o que a gente vê hoje é que estamos produzindo muito o mesmo. Mas o difícil é que o criador cria pelo mercado, e o mercado hoje quer o mesmo. Então você fica num dilema, você cria à sua convicção ou pelo o que mercado procura?”. 


Quando questionado no que busca em seus cruzamentos, Duda não titubeia: “montabilidade, caráter e saúde. O sonho de todo mundo é criar o cavalo olímpico, mas isso não depende só da gente, depende muito da sorte”. 


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