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Luciana Diniz de verde e amarelo

Atualizado: 3 de ago. de 2022

Nascida no Brasil, naturalizada portuguesa, moradora da Alemanha há quase três décadas. Esta semana, Luciana Diniz comunicou que voltará a saltar representando o Brasil. A amazona multi premiada em diversos territórios do mundo afirma que a cultura com que mais se identifica é luso-brasileira. "Tenho os dois países no meu sangue e misturo a coragem e o espírito aventureiro dos portugueses com a alegria e a simpatia dos brasileiros", conta em seu livro Fit4Gold.


O avô de Luciana, Valentim Diniz, deixou Portugal aos 16 anos para vir morar no Brasil. Também muito jovem, aos 18 anos, Luciana deixou São Paulo e fez a rota contrária, o que inicialmente seria um "gap year", acabou se concretizando em uma carreira de sucesso como amazona.


A primeira participação olímpica foi em Atenas 2004, montando Mariachi pelo Brasil. A decisão de se tornar cidadã portuguesa e representar o país no meio hípico veio dois anos depois: "Era o campeonato Mundial e eu tinha o Dover (cavalo brasileiro, que na época estava com 18 anos), eu queria continuar brasileira, mas o time brasileiro não me colocou na equipe, e Portugal estava me convidando para participar. Achei um bom sinal de mudança na época, eu já morava aqui e iria facilitar tudo. Então fomos muito bem-vindos a Portugal e acabamos no Top 20 daquele Mundial. Foi muito bom!", conta quando a equipe da 2clac pergunta o motivo de ter decidido representar Portugal lá atrás.


"Minha carreira por Portugal foi repleta de vitórias e glórias. Me sinto muito realizada e tenho muita gratidão por ter saltado pela pátria de meus avós paternos. Encerro um ciclo muito positivo e frutífero para ambas as partes. Agora, o que me levou a esta mudança foi uma nova fase da minha vida, onde quero estar mais próxima de minha família e do Brasil. Novos desafios e objetivos, tanto profissionais quanto pessoais" - Luciana Diniz

Perguntamos se isso significa que a amazona estará mais vezes no Brasil, a que prontamente respondeu: "com certeza! Em agosto estarei aí".



Luciana Diniz durante clínica no Brasil em 2018


Após alguns meses afastada do esporte devido a uma lesão, Luciana publicou pelas redes sociais seu comunicado sobre a decisão. Emocionada, a amazona afirma: “Eu continuo a mesma Luciana, não importa o país pelo qual eu monto”.


Em um novo ciclo olímpico rumo à Paris 2024, Luciana também conta que este é um dos seus objetivos mais importantes. Para isso conta com o sela francesa de 13 anos Vertigo du Desert (Mylord Carthago*hn x Kamelia Des Brumes por Robin Z), com quem foi top 10 em Tóquio 2020, e afirma estar em busca de novos cavalos e parcerias rumo à Paris.




Luciana e Vertigo du Desert na etapa do Global Champions Tour 2019 em Madrid


Recentemente, durante o grande evento hípico de Aachen, na Alemanha, a amazona também passou por um momento emocionante em sua carreira, a aposentadoria da égua Fit For Fun 13 (For Pleasure x Fetzi por Fabriano), com quem foi duas vezes vice-campeã do GP Rolex do concurso, e, dentre outros belos resultados, foi campeã da classificação geral do Global Champions Tour, com vitória nos GPs de Madrid, Viena e Doha, entre outras classificações. "Foi uma emoção muito forte, uma mistura de gratidão e amor pela Fitty, especialmente em Aachen onde fomos tão felizes e consideramos nossa casa", contou.


Ao longo da carreira, Luciana também difundiu o método criado por ela chamado Butterfly (Borboleta) que aprimora não somente o cavaleiro e cavalos, como também o desenvolvimento e equilíbrio pessoal. "Trata-se de uma visão holística sobre o esporte. Um método que considera os aspectos que influenciam no seu desempenho, desde o emocional, o físico, o técnico, etc. E este aprendizado pode e deve ser aplicado na sua vida profissional e pessoal: "a better person and a better rider" - uma pessoa melhor e um cavaleiro/amazona melhor.


Fontes: Fit4Gold, por Luciana Diniz; CBH; FEI Database.

Fotos: 2clac por Gabi Lutz e JC Markun Texto: Isabella Campedelli


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