Cavalos Novos: mudanças no regulamento CBH e formação de animais para o esporte
- 15 de abr.
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O novo episódio do Clac Cast reúne os integrantes da Comissão de Cavalos Novos da CBH, os cavaleiros Tatiana Castro, Denis Gouvea, Carlos Eduardo Massenzi Filho e Caio Carvalho Filho, para explicar as principais mudanças no regulamento de Cavalos Novos e discutir a formação de cavalos para o esporte no Brasil.
As alterações buscam alinhar o país às práticas internacionais e criar um ambiente mais estruturado para o desenvolvimento técnico dos animais desde a base.
Tempo ótimo no hipismo: o que é e como funciona?
Uma das principais mudanças no regulamento CBH é a introdução do “tempo ótimo”, um modelo que substitui a lógica puramente de velocidade por um critério técnico mais equilibrado.
O objetivo é incentivar uma equitação mais correta, priorizando ritmo, controle e desenvolvimento progressivo dos cavalos jovens, em vez de pressionar por tempo rápido em fases iniciais.
“Agora nenhum cavalo de 5 anos no mundo vai fazer prova ao cronômetro. O “tempo ótimo” nada mais é do que um tempo ideal com 4 segundos abaixo do tempo concedido da prova. Ou seja, é um tempo ideal aberto”, explica Denis Gouvea
Ano hípico: por que agora começa em agosto?
Outra mudança relevante é o ajuste do ano hípico, que passa a iniciar em agosto, acompanhando o padrão internacional.
Essa alteração impacta diretamente a idade hípica dos cavalos e sua progressão nas categorias, além de facilitar a inserção no mercado internacional e evitar distorções no desenvolvimento esportivo.
“Essa mudança se fez necessária principalmente com a abertura da barreira sanitária, porque agora podemos levar os animais para competir lá fora, mas eles precisam estar na mesma idade para isso, algo importante em especial para a disputa do Mundial de Cavalos Novos em Lanaken”, conta Tati Castro.
Formação de cavalos: por que a base é decisiva?
Além das mudanças regulatórias, o episódio reforça um ponto central: a importância da formação correta dos cavalos desde cedo.
Uma base bem estruturada influencia diretamente:
longevidade esportiva
qualidade técnica
valor de mercado
”A formação da Comissão de Cavalos Novos é justamente para pensar em diretrizes que conduzam o esporte para formação mais bem estruturada, tendo em vista o bem-estar animal”, diz Tati Castro.

Amadores e cavalos novos: qual o limite?
Um tema relevante levantado pelos convidados é a participação de cavaleiros amadores na formação de cavalos novos.
A conversa traz reflexões sobre os impactos dessa prática no desenvolvimento dos animais e a importância de equilíbrio entre acesso ao esporte e qualidade de formação.
“Com os leilões e facilidade de criação, atualmente muitos amadores são donos de cavalos novos e, às vezes, querem começar a montar antes do momento certo. Existem algumas ideias para regulamentar e estruturar isso, mas, no geral, deve haver bom senso dos profissionais para instruir que cada caso seja bem avaliado. Afinal, apesar da altura dos obstáculos, saltar um cavalo de 4 anos é muito mais difícil do que um de 5 ou 6 anos”, explica Cae Massenzi.
Em resumo: principais mudanças para Cavalos Novos
Introdução do tempo ótimo
Introdução da letras “L” no programa das provas, indicando provas de altura mais baixa (light), para melhor transição de idade
Novo ano hípico com início em agosto
Ajustes no calendário
Maior foco na formação técnica dos cavalos
Discussão sobre participação de amadores
Conclusão
As mudanças no regulamento de Cavalos Novos da CBH representam um passo importante para o desenvolvimento do hipismo brasileiro, aproximando o país dos padrões internacionais e reforçando a importância da formação de base.
Para cavaleiros, proprietários e criadores, entender essas diretrizes é essencial para planejar o futuro esportivo dos cavalos.



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